Município de Curitiba, estado de Paraná (PR)

A cidade recentemente foi apontada como a capital brasileira com menor índice de analfabetismo, sendo também apontada como número 1 na educação nacional entre as capitais, e uma das cinco melhores cidades para investir na América Latina.



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Município Curitiba
Unidade federativa PR  (18 )
DDD 41
Estado Paraná
Cep Inicial 80.000-000
Cep Final 82.999-999
Latitude -25,4280
Longitude -49,2730
Altitude
Area KM² 430,9
Codigo Correios 6015
Codigo IBGE 410690
Censo Demográfico IBGE
Ano Masc Fem Total % Var.
1996 709509 766744 1476253  
2007     1797408 21,75 %
2010        
Curitiba é uma cidade brasileira, capital do estado do Paraná, localizada no primeiro planalto paranaense.

Montadoras como Audi, VW, Nissan, Renault, New Holland, Volvo e Fiat, além de formarem o segundo maior pólo automotivo do país, trazem à cidade uma atmosfera cosmopolita. Grandes empresas como HSBC, Sadia, Kraft, Esso, entre outras, tranferiram suas sedes para a cidade usufruindo da sua estrutura, nível técnico, Aeroporto Internacional Afonso Pena, proximidade ao Porto de Paranaguá e do entroncamento de rodovias e ferrovias ligando diretamente a região sul à região sudeste do país.

A cidade recentemente foi apontada como a capital brasileira com menor índice de analfabetismo, sendo também apontada como número 1 na educação nacional entre as capitais, e uma das cinco melhores cidades para investir na América Latina.

De acordo com pesquisa da revista América Economia, publicada na edição Especial Cidades 2006, que tem como título "A Cidade Inovadora", Curitiba está à frente de importantes capitais como Cidade do México, Buenos Aires e Brasília, ocupando a quinta colocação. A matéria levou em conta as principais economias latino-americanas ou aquelas que têm relevância para os negócios realizados no continente. À frente da capital paranaense estão apenas São Paulo, primeiro lugar no ranking, Santiago, no Chile; Monterrey, no México; e Miami, nos Estados Unidos.

Etimologia

A hipótese mais popular para a origem do nome da cidade é a de que este derivaria da expressão indígena "curi'i tyba", que em língua guarani significa "muito pinhão".

Mais precisamente, "Curi'i", ou "coré" significa "pinheiro-do-paraná", ou talvez "pinhão" (a semente do pinheiro), "tib" vem do verbo existencial "i tib" e "ba" é um sufixo locativo, livremente traduzido para "lugar onde". Outra hipótese se refere à língua tupi, falada pelos colonizadores portugueses na época. Em tupi, coré seria algo como pinheiro, pinhão. E etuba é um sufixo que indica ajuntamento, portanto seria algo como "ajuntamento de pinheiros", ou conforme traduz Silveira Bueno, pinheiral.

Panorama

Curitiba é conhecida por suas soluções urbanas diferenciadas, notadamente por seu sistema integrado de transporte de massas que, em conjunto com as vias regulares de trânsito, tem servido, especialmente a partir da década de 1970, como indutor de seu desenvolvimento urbanístico.

O sistema de transporte público de Curitiba é habitualmente lembrado por seus terminais de passageiros interligados por canaletas exclusivas para ônibus biarticulados e complementados com o "ligeirinho" e alimentadores diferenciados por cores.

Esse modelo tem inspirado experiências similares em cidades de outros países, como Los Angeles e Nova Iorque, onde houve, na década de 1990, a instalação experimental de uma linha de "ligeirinho" naquela cidade, ligando a prefeitura ao World Trade Center.

Espalhadas pela cidade e comumente integradas com os terminais de ônibus, estão as Ruas da Cidadania, centros municipais que congregam secretarias e órgãos públicos municipais, estaduais e federais, pontos de comércio, serviços gratuitos de acesso à internet e equipamentos de lazer, como parques infantis, quadras poliesportivas e canchas de futebol.

Medições recentes indicam que a área verde de Curitiba é de 51,5 m² por habitante - cerca de três vezes superior à área mínima recomendada pela ONU - sendo um dos índices mais altos do Brasil e superior ao de uma cidade como Londres. Tais áreas são compostas, fundamentalmente, por parques e bosques municipais a proteger parte das matas ciliares de rios locais, como o rio Barigüi e o rio Iguaçu. Há também na cidade uma grande variedade de praças e logradouros públicos, associados a vias públicas habitualmente bem arborizadas.

O zoneamento urbano da cidade, integrado ao sistema de transporte, tem permitido um desenvolvimento arquitetônico e urbanístico tido, por certos analistas, como coeso e harmônico, sem os principais problemas das grandes metrópoles modernas. Curitiba, inclusive, foi recentemente recomendada pela Unesco como uma das cidades-modelo para a reconstrução das cidades do Afeganistão, após a intervenção militar ocorrida naquele país, em 2001.

Atualmente há um pronunciado inchaço populacional da cidade, favorecendo a explosão demográfica em bairros afastados, como Boqueirão, Xaxim, Pinheirinho e Sítio Cercado e municípios vizinhos, como Fazenda Rio Grande.

E, como qualquer outra grande cidade brasileira, Curitiba tem pronunciados problemas sociais, como a existência de grandes favelas em alguns bairros e no entorno do município e o expressivo crescimento do contingente de moradores de rua.

Na década de 1990, a cidade foi agraciada com o prêmio United Nations Environment Program - UNEP, da ONU, considerado o prêmio máximo do meio ambiente no mundo. Em 2003, a cidade recebeu o título de Capital da Cultura das Américas pela entidade CAC-ACC. Em 2006, Curitiba sediou o evento COP8/COP-MOP3 da ONU, realizado na vizinha cidade de Pinhais.

Embora tenha mais de três séculos de fundação, o crescimento demográfico de Curitiba deu-se, fundamentalmente, nos últimos 100 anos, em virtude de maciços afluxos migratórios de dentro do próprio Brasil e de outros países. Parte substancial deste crescimento demográfico da cidade deu-se notadamente na segunda metade do Século XX, com a crescente industrialização da cidade (especialmente na Década de 1970).

Esta trajetória histórica parece ter contribuído para a modificação da identidade da cidade (antes considerada, por alguns analistas, como uma capital provinciana e "bairrista" e para o incremento de seu multiculturalismo e cosmopolitismo e sua definitiva inserção na modernidade.

A capital paranaense foi a única cidade brasileira a entrar no Século XXI como referência nacional e internacional de planejamento urbano e qualidade de vida; numa pesquisa feita pela revista americana Reader's Digest, foi o município brasileiro mais bem colocado no ranking das melhores cidades do mundo para se viver. Em março de 2001, uma pesquisa patrocinada pela ONU apontou Curitiba como a melhor capital do Brasil pelo Índice de Condições de Vida (ICV) e segundo melhor IDH dentre as capitais.

Curitiba é também a cidade brasileira que mais recicla seu lixo: atualmente, 22% de todo o lixo produzido - cerca de 450 toneladas por dia - são reciclados.

No ano de 2007 a cidade ocupou o terceiro lugar numa lista das "15 Cidades Verdes" do mundo, de acordo com o site estadunidense Grist.

História

Os primeiros habitantes do primeiro planalto paranaense foram indígenas da tribo Tingüi, da nação Tupi-Guarani.

Quando chegaram ao planalto, os primeiros colonizadores, armaram acapamento ao lado do rio Atuba, hoje conhecido "Vilinha" no Bairro Alto, já declarado como marco hístórico.

Durante meses, os indígenas, não se sabe o motivo, levou os colonizadores, para um grande planalto, com muitos pinheiros, onde passa o rio Belém, onde hoje é o marco zero de Curitiba, a Praça Tiradentes.

A região de Curitiba começou a ser povoada por não-indígenas por volta de 1630 (em média muito depois de muitas outras capitais pioneiras, embora seja a capital mais antiga do sul do país), por habitantes vindos de Paranaguá, onde havia sido descoberto o ouro de aluvião, formando o povoado de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, que foi elevado a vila em 1693.

Sem muitos recursos minerais, a região fez com que muitos dos moradores se deslocassem para Minas Gerais.

Durante muito tempo, a vila não foi mais do que uma passagem do transporte de gado dos campos de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo.

O desenvolvimento efetivo começou a partir do início do século XIX, com a exploração e exportação da erva-mate, e a elevação à condição de cidade em 1842.

Em 1853, o sul e sudoeste da província de São Paulo se separam desta, formando a nova província do Paraná, da qual Curitiba tornou-se capital.

A partir de 1867, Curitiba começa a receber levas de imigrantes, em sua maioria poloneses e italianos.

Durante o século XX, especialmente na segunda metade, a cidade passa por um grande incremento populacional e se consolida como pólo regional de comércio e serviços, tornando-se uma das cidades mais ricas do Brasil e pioneira em soluções urbanísticas.

Fundação

A data oficial da fundação de Curitiba é 29 de março de 1693. Fundada por Matheus Leme em razão dos "apelos de paz, quietação e bem comum", Matheus Leme fundou a Vila de Nossa Sehora da Luz dos Pinhais, posteriormente chamada de Curitiba. Também promoveu a primeira eleição da Câmara de Vereadores, como era exigido pelas Ordenações Portuguesas.

Geografia

Localização

Curitiba está localizada no primeiro planalto do Paraná, na sua parte menos ondulada, no também denominado planalto curitibano.

Ocupa o espaço geográfico de 432,17 km² de área na latitude 25º25'40"S e longitude 49º16'23"W. O litoral do estado está a uma distância de 70 quilômetros da cidade (oceano Atlântico).

O município tem uma extensão norte-sul de 35 km e leste-oeste de 20 km.

Entretanto, Curitiba não se limita ao seu espaço, pois os laços culturais com os povos de todos os continentes existem desde a chegada dos imigrantes; dentre os mais numerosos estão os portugueses, italianos, poloneses, alemães, ucranianos, japoneses, sírios e libaneses.

Tal peculiaridade dá a Curitiba duas grandes características: primeiramente, seu atraente caráter multicultural e cosmopolita e, em segundo lugar, ser a cidade-pólo da Região Metropolitana, que atualmente é composta por 26 municípios.

Geologia

Na região de Curitiba encontram-se sedimentos da formação Guabirotuba, que ocorreram durante o Quaternário Antigo ou Pleistoceno, de origem flúvio-lacustre que preencheram uma antiga e grande depressão, formando a chamada bacia de Curitiba.

Relevo

O relevo de Curitiba é levemente ondulado. A altitude média da cidade é de 934,6 m acima do nível do mar, variando entre os valores mínimo e máximo de 900 e 1.000 metros, aproximadamente.

Possui superfície de 432,17 km² no Primeiro Planalto Paranaense, o qual foi descrito por Reinhard Maack (1981) como "uma zona de eversão entre a Serra do Mar e a Escarpa Devoniana", mostrando um plano de erosão recente sobre um antigo tronco de dobras.

Uma série de terraços escalonados são dispostos em intervalos altimétricos caracterizando Curitiba com uma topografia ondulada de colinas suavemente arredondadas, ou seja, um relevo levemente ondulado, dando-lhe uma fisionomia relativamente regular.

O município de Curitiba possui uma altitude média de 934,6 m acima de nível do mar, sendo que o ponto mais alto está ao norte, correspondendo à cota de 1.021,00 metros, no bairro Lamenha Pequena, dando-lhe uma feição topográfica relativamente acidentada e composta por declividades mais acentuadas, devido à proximidade com a Região Serrana de Açungui.

Ao sul encontra-se a situação de mais baixo terraço, com cota de 864,90m, localizada no bairro do Caximba, na cabeçeira do rio Iguaçu.

Há cadeias montanhosas e conjuntos de elevações rochosas em praticamente todo o entorno da cidade, sendo o mais notável e imponente destes a Serra do Mar, localizada a leste e que separa o planalto do litoral do Paraná.

Ao norte, há elevações na região de Rio Branco do Sul e ao oeste, singelos conjuntos de morros em Campo Magro.

Ao sul da cidade não há elevações sensíveis, a não ser próximo da fronteira com Santa Catarina.

Clima

A altitude dá à cidade características próprias, como um inverno mais frio do que o das demais capitais do Brasil, exibindo um rigor semelhante a dos invernos de alguns locais de maior latitude.

O clima de Curitiba é subtropical úmido, sem estação seca, com verões suaves e invernos relativamente frios, pela classificação de Köppen, segundo a qual, aliás, seria do tipo Cfb, ou seja, mesotérmico úmido com verões frescos. Em razão da proximidade do mar - o oceano está a cerca de 70 quilômetros da cidade - a maritimidade tem grande influência no clima local, sendo responsável por suavizar as ondas de frio do inverno e evitar dias de calor intenso no verão, além de tornar a cidade bastante úmida, uma vez que praticamente todos os dias a umidade relativa alcança pelo menos 90% no período noturno.

O clima não é muito constante, sendo comum observar variações sensíveis em um único dia, com temperaturas oscilando entre 7°C e 30°C, inclusive com a possibilidade de chuvas, sol, neblina no mesmo dia.

A temperatura média anual é de 16,5°C, com amplitude térmica anual de aproximadamente 7°C, sendo 12,3°C a temperatura média no mês mais frio (julho) e 22,6°C no mês mais quente (fevereiro).

Curitiba tem a mais baixa temperatura média anual dentre as capitais brasileiras. Essa característica deve-se a altitude, que garante um clima mais frio que o das duas capitais de estado mais ao sul, Florianópolis (Santa Catarina) e Porto Alegre (Rio Grande do Sul) ambas ao nível do mar. O clima da cidade é semelhante ao dos estados da Geórgia ou da Carolina do Sul, nos Estados Unidos.

Mesmos em invernos brandos, as temperaturas mínimas diárias ficam na média de 10°C contra 7°C ou menos, em invernos rigorosos. No verão as temperaturas mínimas ficam na média de 16°C e as máximas 26°C. Durante o inverno as mínimas médias ficam em torno de 8°C e as máximas 18°C. Também durante o inverno, observa-se uma média de 40 dias com temperaturas abaixo de 10°C e uma média de 4 geadas em invernos brandos contra mais de 10 em invernos rigorosos e com alguma chance de neve em invernos rigorosos.

Segundo o SIMEPAR, a temperatura mínima absoluta de Curitiba foi -6,0°C em 18 de Julho de 1975. Já a temperatura máxima registrada pelo INMET foi 35,2°C em 17 de Novembro de 1985. O professor Reinhard Maack relata o registro de -6,3°C em Curitiba, em 14 de junho de 1920. Porém, de acordo com o livro "Geografia do Brasil" de Marcos de Amorim Coelho e Nilce Bueno Soncin, a temperatura na cidade já chegou a -8,9°C.

A estação invernal é caracterizada por temperaturas baixas e geadas periódicas. O rigor do inverno é semelhante ao de alguns países no Norte da África e países europeus mediterrâneos. Nesse período, temperaturas negativas acontecem, em média, em três ou quatro dias, durante a madrugada. A ocorrência de neve é rara, sendo registrada em média uma vez a cada 10 anos. Oficialmente a neve foi registrada nos anos de 1889, 1892, 1912, 1928 (dois dias), 1943, 1955, 1957, 1963, 1975, 1979, 1981 e 1988, mas com chance a cada inverno rigoroso, e sempre esperado pela população curitibana em todos os invernos[18].

Vários fatores interferem na característica climática do município de Curitiba, entre eles destacam-se:

A sua localização em relação ao Trópico de Capricórnio, a topografia do Primeiro Planalto Paranaense, a altitude média do município de 934,6m acima do nível do mar, como também a barreira geográfica natural da Serra do Mar.

Tendo-se por referência a classificação de Köppen (Maack, 1981), a cidade de Curitiba localiza-se em região climática do tipo Cfb, com clima temperado (ou subtropical), úmido, mesotérmico, sem estação seca, com verões frescos e invernos com geadas freqüentes e ocasionais precipitações de neve (última ocorrência com forte intensidade em 17 de julho de 1975).

Os dados da Estação Meteorológica de Curitiba, localizada no Centro Politécnico da Universidade Federal do Paraná — bairro Jardim das Américas — relativos ao período de junho de 1997 a dezembro de 2001, demonstram algumas características climáticas do município.

Nos últimos anos, o clima de Curitiba tem sofrido um aquecimento progressivo, orindo em parte da Urbanização, mas muito provavelmente em parte também das mudanças climáticas advindas do aquecimento global. Especialmente após 2001, os bloqueios atmosféricos têm sido mais freqüentes e prolongados nos meses de inverno no Paraná, e os verões têm sofrido com ondas de calor mais prolongadas e um número menor de incursão de ar frio oceânico no leste do Estado. Estes fatores têm produzido verões anomalamente quentes em Curitiba (com os meses de janeiro, fevereiro e março, muitas vezes ultrapassando a média de 22°C, limite traçado por Köppen para caracterizar um verão quente), e invernos surpreendentemente brandos, com anomalias positivas de até 4°C em relação às médias históricas apresentadas acima, e períodos prolongados de estiagem invernal característicos de climas de latitudes mais baixas. Especialmente o mês de junho e julho, que entre 1961 e 1990 acusavam, respectivametne a média ponderada de 12,2°C e 12,7°C em Curitiba, segundo o segundo o INMET, têm apresentado, a partir de 2001, médias, respectivamente, de próximas a 16°C e 14°C.

Quanto a média anual, que era de 16,5°C em Curitiba, pelo INMET, até 1990, saltou para cerca de 17,3°C nos anos 90, e para 17,9°C entre 2001 e 2006. Ainda é cedo para se saber a causa exata deste aquecimento sem precedentes na história recente da região. Mesmo a estação de Pinhais, localizada em região semi rural, viu a média anual saltar 0,5°C nos últimos anos, evidenciando que parte do aquecimento climático apresentado na região de Curitiba não pode ser atribuído a fatores locais, como a urbanização da região.

Com isso, a ocorrência de geadas tem sido menos freqüente em Curitiba, embora ainda haja geadas em todos os anos, e a neve, que até 1988, mesmo que em fraquíssima intensidade, ocorria em média uma vez por década, nunca mais se verificou desde então.

Vegetação

Curitiba está situada no domínio vegetacional denominado Floresta ombrófila mista, composto por estepes gramíneo-lenhosas pontuadas por capões de florestas com araucária, além de outras formações, como várzeas e matas ciliares.

Na vegetação local ainda aparecem remanescentes do pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia), que resistiram à ação civilizadora dos tempos atuais. As araucárias estão em bosques particulares e públicos, agora protegidas pela legislação ambiental que impede a sua derrubada. A área verde da cidade é de 51 m² por habitante.

A vegetação de Curitiba também é caracterizada pela existência de uma grande quantidade de ipês roxos e amarelos que dão um toque especial a paisagem da cidade durante a floração de final de inverno.

Pluviometria

O índice pluviométrico alcança 1.500 mm em média por ano, pois as chuvas são uma constante do clima local. Esse fato em parte deve-se ao grande desmatamento da Serra do Mar, barreira natural de umidade.

Hidrografia

A bacia hidrográfica de Curitiba é constituída de vários rios e riachos, que cortam a cidade em diferentes direções, agrupados em cinco bacias hidrográficas:

Bacia do Atuba-Bacacheri, com 12,20 km;
Bacia do Ribeirão dos Padilhas, com 9,40 km;
Bacia do Atuba, com 18,20 km;
Bacia do Belém, com 20,10 km;
Bacia do Barigüi, com 29 km (IPPUC).
Bacia do Passaúna.

O principal rio do estado é o Paraná, sendo que o município de Curitiba localiza-se à margem direita e a leste da maior sub-bacia do rio Paraná, a bacia hidrográfica do rio Iguaçu.

Os principais rios que constituem as seis bacias hidrográficas do município são: rio Atuba, rio Belém, rio Barigüi, rio Passaúna, ribeirão dos Padilhas e rio Iguaçu, todas com características dendríticas de drenagem.

Conforme tabela abaixo, pode-se constatar que a maior bacia hidrográfica de Curitiba é a do rio Barigüi, que corta o município de norte a sul e perfaz um total de 139,9 km². Ao sul do município tem-se a menor bacia hidrográfica de Curitiba, a do ribeirão dos Padilhas, com 33,6 km² de área.

Devido ao relevo de Curitiba possuir predominância de maiores altitudes ao norte do município, todas as seis bacias hidrográficas correm para o sul do município, indo desembocar no principal rio de Curitiba, o rio Iguaçu, que por sua vez irá desaguar no rio Paraná, a oeste do estado.

Em razão de certas particularidades, as chuvas costumam ocasionar cheias consideráveis nos rios de Curitiba, causando enchentes regulares, o que é constante motivo de preocupação para a população e a administração pública. Atualmente, após uma série de estudos sobre os cursos de água locais, quase todos os rios estão em processo de canalização.

Abastecimento de água

O abastecimento de água de Curitiba é majoritariamente provido pelos reservatórios formados pelas barragens do Iraí e Piraquara I, que servem a região leste da cidade, e do Passaúna, que abastece as regiões sul e oeste.

A população de Curitiba e região metropolitana consome aproximadamente 7,5 mil litros de água tratada por segundo, fornecidos pela Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar. Além disso, estima-se que existam na cidade mais de mil poços artesianos (utilizados principalmente por condomínios, empresas e hospitais), que, somados, têm potencial para fornecer uma vazão adicional de aproximadamente 1,5 mil litros de água por segundo.

Durante as estiagens de inverno dos últimos anos, o abastecimento de água tem se mostrado ocasionalmente comprometido. Nessas ocasiões, têm sido necessárias interrupções programadas da vazão, que são executadas de acordo com cronogramas definidos pela Sanepar.

A barragem Piraquara II deve ter suas obras concluídas no início de 2007, mas só estará operacional no verão de 2008, pois é necessário um período de aproximadamente um ano para a elevação do nível de água no reservatório, que terá capacidade final para armazenar 22 bilhões de litros. Posteriormente, está prevista a construção da estação de captação e tratamento do rio Miringuava, em São José dos Pinhais.

Problemas urbanos

O crescimento populacional e urbanístico de Curitiba, a par de transformar a cidade em moderna metrópole, acarretou também os seguintes fenômenos:

Abastecimento de água insuficiente;
Diminuição da permeabilidade do solo;
Alta poluição da maioria de seus rios;
Esgotamento do aterro municipal, localizado no bairro da Caximba;
Aumento crescente nos índices de criminalidade e de violência;
Alto índice de moradores de rua na região central da Cidade;[carece de fontes?]
Sub-dimensionamento da rede de transporte urbano, que é incapaz de atender a demanda em numerosas linhas e horários;

Composição étnica

Na sua formação histórica, a demografia de Curitiba é o resultado da miscigenação das três etnias básicas que compõem a população brasileira: o índio, o europeu e o negro. Mais tarde, com a chegada dos imigrantes, especialmente poloneses, ucranianos, italianos, alemães e japoneses, formou-se um caldo de cultura singular, que caracteriza a população da cidade, seus valores e modo de vida.

Imigrantes

O processo de desenvolvimento populacional tanto da cidade como do município teve origem com o tropeirismo e ondas migratórias iniciada por portugueses, espanhóis e outro grupos étnicos incluindo ciganos, judeus e africanos. Após este período, a cidade recebeu forte onda de imigração européia: alemães a partir de 1833; em 1871, os polacos e ucranianos e, por último, os italianos. Curitiba é a segunda cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos. É a única cidade brasileira a possuir grafia em idioma polonês: Kurytyba.

Em 1876, existiam em Curitiba vinte colônias agrícolas compostas de vários grupos étnicos, os quais abrigavam, além de agricultores, outros profissionais. Merecem destaque as colônias de imigrantes japoneses que começaram a chegar a partir de 1960 do Norte do Paraná e os sírio-libaneses que começaram a chegar logo depois da II Guerra Mundial. Atualmente, esse processo foi substituído pelas migrações internas, oriundas principalmente de Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (estima-se que atualmente quase metade da população da cidade seja composta por migrantes).

Economia e Turismo

Curitiba é o centro econômico do estado do Paraná e o quarto maior PIB do país. Em parte, isso se deve à população de mais de três milhões de habitantes, se for considerada a sua região metropolitana; a cidade se destaca por ter a economia mais forte do sul do país, contando o trabalho de exportação das 900 fábricas instaladas no bairro Cidade Industrial e das duas grandes indústrias automobilísticas que estão localizadas na Grande Curitiba, Renault e Volkswagen. Ademais, foi eleita várias vezes como "A Melhor Cidade Brasileira Para Negócios", segundo ranking elaborado pela revista Exame, em parceria com a consultoria Simonsen & Associados. Em julho de 2001, Curitiba tornou-se a primeira cidade a receber o prêmio "Pólo de Informática" concedido pela revista InfoExame, pelo desempenho de suas empresas de tecnologia. De acordo com a revista, o conjunto de empresas de Tecnologia e Informática sediadas em Curitiba apresentou, em 2001, um faturamento de U$ 1,2 bilhão, representando um crescimento de 21% em relação ao ano anterior.

Além disso, a capital paranaense concentra a maior porção da estrutura governamental e de serviços públicos do estado e sedia importantes empresas nos setores de comércio, serviços e financeiro. Com um parque industrial de 43 milhões de metros quadrados, a região metropolitana de Curitiba atraiu grandes empresas como ExxonMobil, Sadia, Kraft Foods, Siemens e HSBC, bem como grandes empresas locais - O Boticário e Positivo Informática, por exemplo. Além de centro comercial e cultural, a cidade possui um importante e diversificado parque industrial incluindo o segundo maior pólo automotivo do país e o principal terminal aeroviário internacional da região Sul, o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Segundo um levantamento feito pela International Congress & Convention Association (ICCA), Curitiba é a sexta cidade brasileira com o maior número de eventos internacionais e, segundo dados da FIPE, é a terceira cidade a receber turistas estrangeiros para fins de negócios.

No ano de 2006 a cidade ocupou a 6ª posição entre as melhores cidades brasileiras para realização de eventos e turismo de negócios; no mesmo ano, o fluxo de turistas superou o número de habitantes. Dos 2 milhões de visitantes, pelo menos metade desembarcou a negócios. Para atender à crescente demanda, o parque hoteleiro curitibano se desenvolveu e hoje é considerado o quarto maior do país. Os bons restaurantes e os serviços customizados dos hotéis agradam a 92,4% dos que deixam a cidade, de acordo com dados da Secretaria de Estado do Turismo do Paraná. Em 2007 a capital paranaense foi eleita pela revista Viagem e Turismo, da Editora Abril, como a 4ª melhor cidade brasileira para viagens e turismo, ficando à frente de grandes centros turísticos nacionais, como Fortaleza, Natal, Gramado, Maceió e Recife. Curitiba foi eleita como melhor destino cultural e melhor custo-benefício para turismo da Região Sul do Brasil na Edição Especial Guia 2008 da Revista Veja O Melhor do Brasil. A matéria ainda cita a localização estratégica da cidade, o que a tornaria uma espécie de capital do Mercosul.

A revista Veja aponta Curitiba como o melhor destino de negócio do Brasil. Noventa e quatro especialistas, escolhidos pela revista, indicam a capital paranaense como a melhor cidade brasileira para investimento. A escolha foi divulgada no suplemento da revista "O Melhor do Brasil - Guia 2007". A cidade vem se tornando um dos maiores e mais importantes centros de tecnologia atraindo gigantes do setor de informática tanto nas áreas de software quanto de hardware, caminhando para se tornar o pólo nacional.

Cultura

Teatro

Curitiba tem uma profícua relação com as artes cênicas e teatrais. A cidade sedia desde 1992 um importante festival de teatro (habitualmente composto de atrações internacionais, grande atrações nacionais, montagens locais e uma mostra alternativa), responsável pela atração periódica de um amplo contingente de turistas e por expressiva movimentação cultural. A cidade conta com salas de espetáculo de inquestionável gabarito técnico-acústico, como o Teatro Guaíra, uma das maiores salas, em número de espectadores, da América do Sul.

Cinema

A história do cinema curitibano é caracterizada pela sua inconstância e por alternar períodos de cadência intensa com outros, de completa inatividade.

O primeiro filme projetado em Curitiba foi em 1897, pouco após a invenção do cinematógrafo pelos Irmãos Lumière. No entanto, até 1930, a história do cinema da cidade se limitou às iniciativas isoladas de apenas três curitibanos: Annibal Requião (que filmou em Curitiba desde 1907 e até 1912), João Baptista Groff e Arthur Rogge.

Na década de 1960, surgem os primeiros filmes do cineasta Sylvio Back , ligado ao cineclubismo e à crítica cinematográfica e que adquiriria notoriedade em todo o país nas décadas subseqüentes (com filmes como Lance maior e Aleluia, Gretchen), produzindo até os dias atuais.

Na década de 1970, surge a Cinemateca do Museu Guido Viaro, responsável por relativa movimentação do cenário cinematográfico curitibano e pela descoberta de novos talentos locais (notadamente o cineasta Fernando Severo, também na ativa até os dias atuais.

Posteriormente, surge uma tendência, na cena local, à produção de documentários, normalmente denuncistas ou atrelados a certos posicionamentos ideológicos. Nesse contexto, destacam-se os trabalhos de Frederico Fullgraf (com trabalhos habitualmente relacionados com a ecologia) e Sérgio Bianchi.

Literatura

Curitiba é o local de nascença, moradia e principal inspiração temática do escritor Dalton Trevisan, um dos mais importantes contistas vivos da literatura brasileira. Além disso, a cidade é o berço do controvertido escritor, poeta e compositor Paulo Leminski, autor da antológica obra em prosa experimental Catatau, tida por muitos críticos como excessivamente hermética e críptica, mas não menos genial. Também é natural de Curitiba o poeta simbolista Emiliano Perneta.

Museus

Curitiba conta com diversos museus, valendo destacar o Museu Paranaense (dedicado às artes plásticas e à história), Museu Oscar Niemeyer (dedicado às artes plásticas), Museu de Arte Sacra (que concentra imagens religiosas e arte sacra em geral), Museu do Expedicionário (dedicado à história da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial), Museu de Arte Contemporânea, Museu da Imagem e do Som (cinema e fotografia), Museu Alfredo Andersen (como o próprio nome revela, dedicado às pinturas de Alfredo Andersen), Museu Metropolitano de Arte de Curitiba (arte moderna) e Museu de História Natural (dedicado à biologia e botânica).

Música

Na esfera da gestão pública da produção musical de Curitiba, o Instituto Curitiba de Arte e Cultura (ICAC), criado em 2004, realiza a gestão da área musical da Fundação Cultural de Curitiba, sendo responsável pela promoção dos seguintes corpos estáveis: Camerata Antiqua de Curitiba (coro e orquestra), Conservatório de MPB, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Orquestra à Base de Sopro, Orquestra à Base de Corda, Vocal Brasileirão e Coral Brasileirinho.

Administração pública

O poder executivo é atualmente exercido pelo prefeito Beto Richa (eleito em 2004 e com mandato até 2008), pelo vice-prefeito Luciano Ducci e pelos secretários municipais nomeados pelo prefeito.

Câmara de vereadores

A Câmara Municipal de Curitiba tem um total de 38 vereadores eleitos desde 2004. A sede do poder legislativo é o Palácio Rio Branco. Foi criada em 1693, com as seguintes características básicas: foro especial de justiça e administração independente da Coroa. Até então prevaleciam as câmaras abertas onde deliberavam todos os "Homens Bons". Com a legislação Afonsina seria criado um sistema de representantes, instituindo-se a vereança. O atual edifício da Câmara Municipal de Curitiba foi inaugurado em 1896.

Administrações regionais

Curitiba é dividida em nove administrações regionais (equivalentes a subprefeituras), que gerenciam os 75 bairros do município.

Matriz, que compreende dezoito bairros: Centro, Centro Cívico, Batel, Bigorrilho, Mercês, São Francisco, Bom Retiro, Ahu, Juvevê, Cabral, Hugo Lange, Jardim Social, Alto da XV, Alto da Glória, Cristo Rei, Jardim Botânico, Prado Velho e Rebouças;
Santa Felicidade, que compreende quatorze bairros: Santa Felicidade, Lamenha Pequena, Butiatuvinha, São João, Vista Alegre, Cascatinha, São Brás, Santo Inácio, Orleans, Mossunguê, Campina do Siqueira, Seminário, Cidade Industrial (região Norte), e parte de Campo Comprido;
Boa Vista, que compreende treze bairros: Boa Vista, Bacacheri, Bairro Alto, Tarumã, Tingüi, Atuba, Santa Cândida, Cachoeira, Barreirinha, Abranches, Taboão, Pilarzinho e São Lourenço;
Cajuru, que compreende cinco bairros: Cajuru, Uberaba, Jardim das Américas, Guabirotuba e Capão da Imbuia;
Fazendinha/Portão, que compreende onze bairros: Portão, Fazendinha, Santa Quitéria, Vila Isabel, Água Verde, Parolin, Guaíra, Lindóia, Fanny, Novo Mundo e parte de Campo Comprido;
Boqueirão, que compreende quatro bairros: Boqueirão, Xaxim, Hauer e Alto Boqueirão;
Pinheirinho, que compreende cinco bairros: Pinheirinho, Capão Raso, Tatuquara, Campo de Santana e Caximba;
Bairro Novo, que compreeende três bairros: Sítio Cercado, Ganchinho, e Umbará;
Cidade Industrial de Curitiba, que compreende quatro bairros: Cidade Industrial de Curitiba (região Centro/Sul), Riviera, Augusta e São Miguel.

Transporte

Veículos particulares

Fundamentalmente, o trânsito de Curitiba está estruturado de forma integrada com o transporte de massas via ônibus, por meio dos chamados trinários (sistemas de canaletas exclusivas de ônibus expressos, ladeados por pistas simples para veículos particulares, em sentido contrário e, imediatamente paralelas a estas, vias rápidas com velocidade permitida superior.

A política municipal relacionada a veículos é concebida de forma a diminuir o número de veículos no anel central da cidade, o que é feito mediante a própria intervenção no fluxo viário (diminuição do número de ruas com sentido direcionado para o centro da cidade) e mediante a manutenção de importantes espaços para pedestres, como a Rua XV de Novembro, antes uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

A cidade tem bons índices de cobertura asfáltica, embora ainda haja elevado grau de ruas de chão-batido e sem qualquer identificação nominal (placas de rua) em bairros afastados, como Ganchinho, Tatuquara e Caximba. Alguns críticos apontam que, desde a década de 1970, Curitiba teria se imobilizado na sua imagem de cidade voltada para os ônibus e suas canaletas, deixando de realizar obras de engenharia de grande porte (viadutos, trincheiras etc.) aptas a desafogar o crescente número de veículos que trafegam em suas ruas. Em contrapartida, se utiliza muito o sistema de binários (duas ruas paralelas mas de sentidos únicos e contrários) que é muito mais barato e não degrada a paisagem urbana.

Com uma frota de 1.019.000 veículos até agosto de 2007, estima-se que Curitiba alcançou uma taxa de motorização de 0,57 veículos por habitante, uma das maiores no Brasil e até superior àquela do município de São Paulo (0,45).

Bicicletas

A cidade tem uma razoável rede de ciclovias que, basicamente, interliga os parques e logradouros da cidade. No entanto, alguns críticos apontam que tal sistema é voltado unicamente para o lazer, não havendo um número suficiente de ciclovias para uso laboral, permitindo que trabalhadores e estudantes possam se deslocar de bicicleta e sujeitando-os a riscos por trafegarem nas pistas veiculares ou nas canaletas de ônibus expressos. Existe um movimento de estudantes universitários que reinvidicam melhorias e vias úteis de fato.

Ônibus

O sistema de ônibus de Curitiba é, segundo diversos analistas, um dos mais modernos e eficientes do Brasil. No entanto, a alta escolha por veículos particulares na cidade aponta problemas no sistema existente, que alguns analistas acreditam estar saturado. Muitos apontam a necessidade de um sistema mais veloz e confortável, como o metrô.

O sistema de ônibus é baseado no conceito criado na capital paranaense, na década de 1970, de Veículos Leves sobre Pneus (VLP). As canaletas exclusivas para linhas expressas, geralmente carros biarticulados, conectam os terminais integrados nas várias regiões da cidade. O sistema é nomeado Rede Integrada de Transporte.

Além da interligação por ônibus expressos, os terminais são providos de ônibus alimentadores, que compõem a ramificação secundária deste sistema de transporte de massas. Adicionalmente, uma outra categoria de ônibus expressos (os chamados ligeirinhos) provê rápido intercâmbio de passageiros entre um terminal e outro, em trajetos desprovidos de paradas intermediárias.

Com a implantação (já iniciada em janeiro de 2007 e previsão de término total até meados de 2008) do sexto eixo (Linha Verde), o Sistema integrará as linhas já estabelecidas (Sul, Boqueirão, Leste e Norte), deslocando o fluxo das linhas Norte-Sul e ainda atendendo diretamente a duas cidades da região metropolitana (Colombo e Fazenda Rio Grande) e indiretamente mais 7 cidade limítrofes (São José dos Pinhais, Araucária, Mandirituba, Quitandinha, Quatro Barras, Campinha Grande do Sul e Bocaiuva do Sul).

Metrô

Alguns projetos de implantação de um sistema metroviário em Curitiba já foram estudados, mas nenhum foi implementado de fato. Um projeto que previa a construção de 13 quilômetros de um sistema de metrô elevado, criado na administração do ex-prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, chegou a ser projetado e anunciado, inclusive com financiamento do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), entretanto um provável desentendimento com os financiadore, que negaram a liberação de recursos, enterrou definitivamente o projeto.

Nos últimos anos, reacendeu a discussão a respeito de uma nova tentativa de implantar o metrô na cidade, desta vez subterrâneo e contando com a injeção de verbas federais, o qual ligaria os terminais de ônibus do Pinheirinho (região sul) ao do Cabral (região norte).

O metrô vai funcionar, subterraneamente, pelas canaletas por onde hoje circulam os ônibus que ligam o bairro Santa Cândida (região Norte) ao Pinheirinho (região Sul) – a futura Linha Azul Santa Cândida/CIC-Sul –, em uma extensão de 22 quilômetros. Apenas no Contorno Sul, em um trecho de aproximadamente dois quilômetros, o “metrô” estará na superfície. Atualmente, um ônibus que faz o trajeto circula a 17 Km/h com 270 passageiros. Cada “carro” do metrô deverá circular a 40 Km/h, com 1,2 mil passageiros. O objetivo é que o preço da passagem do metrô seja igual à do ônibus. As obras deverão ter início a partir de 2009.

Outras linhas serão construídas; a primeira etapa será a Linha Azul do Metrô de Curitiba.

Táxis

Os táxis são padronizados, de cor laranja com xadrez preto nas laterais e alguns detalhes em preto nos pára-choques. Possui uma frota de 2300 veículos, tendo 3 categorias:

comum
especial
deficientes

O órgão fiscalizador é a URBS- Urbanização de Curitiba S.A, sendo a Gerência de Táxi e transporte comercial o responsável pela operacionalidade do sistema.

Vans

Este tipo de transporte é chamado TRPNP- Transporte Remunerado de Pessoas de Natureza Privado, só pode ser efetuado entre pessoas jurídicas salvo em casos de translados, previamente documentado. Os veículos devem ser todos credenciados junto a URBS e os condutores devem portar o(s) contratos, voucher(s) e lista de passageiros. Dúvidas ou reclamações: (41) 3330-3339/ 3330-3146 ou 156.

Rodovias

A principal rodovia que liga Curitiba a outros pontos do país é a BR-116 que, por muitos anos dividiu a cidade em duas porções (uma norte e outra sul), cortando os bairros do Pinheirinho, Uberaba, Cristo Rei e Atuba, entre outros, no sentido Porto Alegre-São Paulo. Atualmente o trajeto urbano desta rodovia foi desviado por uma série de contornos rodoviários, notadamente o Contorno Sul, que atravessa o bairro Umbará (Curitiba).

A cidade é ligada ao litoral do Paraná pela BR-277, que atravessa a Serra do Mar até Paranaguá (embora haja, em caráter secundário, a ligação da cidade ao litoral pela histórica Estrada da Graciosa (PR-410), cujo trajeto se inicia no vizinho município de Quatro Barras). Curitiba é ligada ao interior do estado pela Rodovia do Café, no trecho paranaense da BR-376.

Há diversas rodovias secundárias e estaduais que ligam a cidade a outras localidades, como a Rodovia da Uva - PR-417 (Colombo), Rodovia dos Minérios (Almirante Tamandaré e Vale do Ribeira), Rodovia do Xisto (São Mateus do Sul e sudeste do estado) e Estrada do Cerne - PR-090 (Campo Magro e norte do estado).

Ferrovias

Curitiba é atravessada por algumas ferrovias, majoritariamente para o transporte de cargas.

Ramal Norte - ligação com Rio Branco do Sul: transporte de cal e cimento proveniente de atividades de mineração
Ramal Sul - ligação com Ponta Grossa e norte do Paraná: transporte de grãos.
Ramal Leste - ligação com Paranaguá: transporte de grãos e óleos vegetais
Atualmente, a única linha de trem dedicada ao transporte de passageiros tem conotação turística. O trajeto é feito entre Curitiba e Paranaguá, com parada em Morretes.

Hà um projeto de transferência de toda a malha urbana de trens para a região metropolitana, desviando seu tráfego da área central e proximidades de Curitiba, visando a segurança e agilidade do fluxo de trens e veículos.

Transporte aéreo

Aeroporto Internacional de Curitiba

O acesso aéreo a Curitiba é servido principalmente pelo Aeroporto Internacional Afonso Pena, localizado na contígua cidade de São José dos Pinhais. Este é o principal terminal aeroviário internacional da região Sul do Brasil.

O aeroporto fica a aproximadamente 17 quilômetros do Centro de Curitiba. O acesso é efetuado através da avenida das Torres (avenida Comendador Franco) e pode ser feito de carro, táxis ou ainda, por duas linhas de ônibus:

Ligeirinho Aeroporto
Executivo
Aeroporto do Bacacheri

Curitiba possui outro aeroporto, o Aeroporto do Bacacheri, localizado no Bairro Bacacheri. Localiza-se juntamente com o centro de comandos do trafégo aéreo brasileiro, o Cindacta II que é responsável pelo tráfego aéreo da região Centro-Sul do país. O Aeroporto do Bacacheri recebe vôos de aviões de menor porte, em comparação com o Aeroporto Internacional Afonso Pena.

Espaços destacados

Parques e bosques
Bosque Alemão
Bosque Boa Vista
Bosque Capão da Imbuia
Bosque da Fazendinha
Bosque Gutierrez
Bosque Italiano
Bosque do Papa
Bosque do Pilarzinho
Bosque de Portugal
Bosque São Cristóvão
Bosque Zaninelli
Horto Municipal do Guabirotuba
Jardim Botânico de Curitiba
Parque Barigüi
Parque Municipal da Barreirinha
Parque Caiuá
Parque General Iberê de Mattos
Parque Passaúna
Parque Reinhard Maack
Parque São Lourenço
Parque Tanguá
Parque dos Tropeiros
Parque Tingüi
Parque do Trabalhador
Passeio Público
Universidade Livre do Meio Ambiente
Zoológico de Curitiba
Logradouros
Praça 19 de Dezembro
Praça do Japão
Rua XV de Novembro
Museus
Museu Oscar Niemeyer
Museu Paranaense
Museu do Expedicionário
Igrejas e templos
Catedral Basílica
Igreja da Ordem
Monumentos
Fonte de Jerusalém
Fonte da Memória
Memorial Árabe
Memorial Ucraniano
Memorial da Cidade
Memorial Japonês
Memorial Polonês
Memorial Italiano
Relógio das Flores
Cultura
Biblioteca Pública
Farol do Saber
Ópera de Arame
Teatro Guaíra
Teatro José Maria Santos
Teatro Paiol
Arquitetura
Palácio Avenida
Palácio Iguaçu
UFPR
Castelo do Batel
Times de Futebol
Coritiba Foot Ball Club
Clube Atlético Paranaense
Paraná Clube
Real Brasil Futebol Clube
Outros
Mercado Municipal
Rua da Cidadania
Rua 24 Horas
Santa Felicidade
Torre da Telepar
Feira do Largo da Ordem
Estádio Major Antônio Couto Pereira
Kyocera Arena

Saúde

Nas últimas décadas, Curitiba tem se consolidado como centro regional de tratamento de saúde, contando com diversos hospitais e clínicas públicas e particulares, das mais variadas categorias.

Alguns analistas apontam que a cidade é ponto de parada do chamado turismo de saúde (i.e., quando uma pessoa necessita deslocar-se de seu local de origem para obter atendimento de saúde).

Do conjunto de hospitais de Curitiba, destaca-se o Hospital de Clínicas da UFPR, o Hospital Evangélico de Curitiba, o Hospital Erasto Gaertner (tratamento de oncologia), entre outros.

Prontos-socorros

A cidade possui vários prontos socorros mas somente três são públicos, os municipais Cajuru (especialidade em trauma) e Evangélico (especialidade em queimaduras) e o estadual Pronto-Socorro do Trabalhador .

Hospitais

Hospital de Clínicas (especialista em transplantes)
Hospital Cajuru (especialista em trauma)
Hospital Evangélico (especialista em queimaduras)
Hospital do Trabalhador
Hospital de Fraturas da XV (especialista em fraturas)
Hospital Vita
Hospital Vita Batel
Hospital Santa Cruz
Hospital Pequeno Príncipe (especialista em crianças)
Hospital São Vicente
Hospital São Lucas
Santa Casa de Misericórdia
Hospital Sugisawa (especialista em aparelho digestivo)
Hospital Geral de Curitiba (Militar)
Hospital da Cruz Vermelha
Hospital Erasto Gaertner (especialista no combate ao câncer)

Educação

Ensino superior

Universidades públicas

Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Faculdade de Artes do Paraná (FAP)

Universidades e faculdades particulares

Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC)
Faculdade Dom Bosco
Universidade Positivo (Antiga UnicenP)
Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA) (Antiga Faculdade de Direito de Curitiba)
Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER)
Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil)
Faculdades Integradas Espírita (UNIBEM)
Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)
Universidade Tuiuti do Paraná (UTP)
Centro Universitário Franciscano do Paraná (UniFAE)
Centro Universitario Campos de Andrade (UNIANDRADE)
Fundação de Estudos Sociais do Paraná (FESP)
ESIC Business & Marketing School (ESIC)

Segurança pública

Guarda Municipal

A Guarda Municipal de Curitiba, por força da Constituição Federal, tem a função de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Ainda, atendendo o interesse público e no exercício do seu poder de polícia, atua na prevenção e repressão de alguns crimes, especialmente contra bens e serviços públicos, podendo inclusive prender em flagrante delito os infratores e conduzi-los até a presença de um delegado de polícia, de acordo com o disposto no lei processual penal.

Símbolos oficiais

Bandeira de Curitiba
Brasão de Curitiba
Hino do município de Curitiba, de Ciro Silva e Bento Mossurunga
Adicionalmente aos símbolos oficiais do município e por meio da Lei municipal 10.236, a Câmara Municipal de Curitiba instituiu como "Local Símbolo da Cidade de Curitiba" o prédio histórico da Universidade Federal do Paraná.

Calendário oficial

29 de março: Fundação de Curitiba
8 de setembro: Dia da Padroeira da cidade, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
8 de outubro: Dia do Funcionário Público

Fonte: Wikipédia

Ver o mapa e satélite da cidade de Curitiba, em tela cheia ...

Sub localidades

Nenhuma sub localidades

Municipios Próximos

Pinhais - PR | Dist. linha reta: Km.
Almirante Tamandaré - PR | Dist. linha reta: Km.
São José dos Pinhais - PR | Dist. linha reta: Km.
Colombo - PR | Dist. linha reta: Km.
Piraquara - PR | Dist. linha reta: Km.
Campo Magro - PR | Dist. linha reta: Km.
Fazenda Rio Grande - PR | Dist. linha reta: Km.
Campo Largo - PR | Dist. linha reta: Km.
Rio Branco do Sul - PR | Dist. linha reta: Km.
Itaperuçu - PR | Dist. linha reta: Km.
Araucária - PR | Dist. linha reta: Km.
Campina Grande do Sul - PR | Dist. linha reta: Km.
Mandirituba - PR | Dist. linha reta: Km.
Bocaiúva do Sul - PR | Dist. linha reta: Km.
Quatro Barras - PR | Dist. linha reta: Km.
Morretes - PR | Dist. linha reta: Km.
Contenda - PR | Dist. linha reta: Km.
Balsa Nova - PR | Dist. linha reta: Km.
Tijucas do Sul - PR | Dist. linha reta: Km.
Antonina - PR | Dist. linha reta: Km.
Agudos do Sul - PR | Dist. linha reta: Km.
Quitandinha - PR | Dist. linha reta: Km.
Cerro Azul - PR | Dist. linha reta: Km.
Porto Amazonas - PR | Dist. linha reta: Km.
Palmeira - PR | Dist. linha reta: Km.
Lapa - PR | Dist. linha reta: Km.
Campo Alegre - SC | Dist. linha reta: Km.
Paranaguá - PR | Dist. linha reta: Km.
São Bento do Sul - SC | Dist. linha reta: Km.
Campo do Tenente - PR | Dist. linha reta: Km.

Bairros

Bairros da cidadeCep inicialCep final
Abranches 82.130-000 82.220-670
Água Verde 80.240-020 80.630-200
Ahú 80.530-370 82.200-530
Alto Boqueirão 81.720-230 81.860-500
Alto da Glória 80.030-000 80.530-260
Alto da Rua XV 80.045-000 80.045-599
Atuba 82.590-100 82.860-580
Augusta 81.265-000 81.265-600
Bacacheri 82.510-000 82.600-750
Bairro Alto 82.590-200 82.840-540
Barreirinha 82.220-000 82.710-140
Batel 80.240-000 80.730-420
Bigorrilho 80.430-000 80.730-510
Boa Vista 82.540-000 82.650-320
Bom Retiro 80.520-080 80.520-620
Boqueirão 81.650-000 81.770-360
Butiatuvinha 82.315-430 82.400-699
Cabral 80.035-000 80.035-330
Cachoeira 82.220-350 82.710-520
Cajuru 82.900-000 82.990-999
Campina do Siqueira 80.710-330 80.740-700
Campo Comprido 81.200-440 81.270-580
Campo de Santana 81.490-000 81.945-500
Capão da Imbuia 82.800-210 82.810-780
Capão Raso 81.020-060 81.150-190
Cascatinha 82.025-000 82.025-499
Caximba 81.495-000 81.495-300
Centro 80.010-000 80.430-280
Centro Cívico 80.030-020 80.540-310
Cidade Industrial 81.170-000 82.305-209
Cristo Rei 80.050-130 80.050-670
Fanny 81.030-000 81.690-200
Fazendinha 81.070-460 81.330-680
Ganchinho 81.935-370 81.935-859
Guabirotuba 81.510-000 81.510-680
Guaíra 80.220-310 81.030-110
Hauer 81.610-000 81.630-320
Hugo Lange 80.040-150 80.040-599
Jardim Botânico 80.060-090 81.690-100
Jardim das Américas 81.520-010 81.540-410
Jardim Social 82.520-000 82.530-190
Juvevê 80.030-001 80.540-180
Lamenha Pequena 82.415-010 82.415-110
Lindóia 81.010-010 81.010-280
Mercês 80.410-000 80.810-390
Mossunguê 81.200-000 82.305-100
Novo Mundo 80.050-495 81.110-049
Orleans 82.310-230 82.310-440
Parolin 80.220-001 81.030-090
Pilarzinho 80.520-630 82.120-620
Pinheirinho 81.110-520 81.880-469
Portão 80.320-100 81.320-380
Prado Velho 80.215-060 80.220-470
Rebouças 80.060-080 80.250-200
Riviera 81.295-000 81.295-200
Santa Cândida 82.620-350 82.720-560
Santa Felicidade 82.010-000 82.410-710
Santa Quitéria 80.310-000 80.330-199
Santo Inácio 82.300-000 82.300-290
São Braz 82.015-240 82.320-510
São Francisco 80.020-150 80.530-090
São João 82.030-000 82.030-650
São Lourenço 82.200-000 82.210-370
São Miguel 81.452-000 81.452-300
Seminário 80.240-330 80.740-580
Sítio Cercado 81.900-000 81.935-325
Taboão 82.130-480 82.130-705
Tarumã 82.530-200 82.821-999
Tatuquara 81.470-000 81.940-209
Tingui 82.600-000 82.620-340
Uberaba 81.530-510 81.590-650
Umbará 81.930-000 81.940-509
Vila Izabel 80.240-070 80.320-390
Vista Alegre 80.810-160 82.100-160
Xaxim 81.690-300 81.830-740