Município de Castro, estado de Paraná (PR)

Castro é um município brasileiro do estado do Paraná. Às margens do Rio Iapó, a cidade tem um excelente potencial turístico devido ao relevo privilegiado (Canyon Guartelá e às belezas próprias da região dos Campos Gerais).



Mais sobre :


Município Castro
Unidade federativa PR  (18 )
DDD 42
Estado Paraná
Cep Inicial 84.160-000
Cep Final 84.184-999
Latitude -24,7800
Longitude -50,0000
Altitude 999
Area KM² 2539,3
Codigo Correios 5942
Codigo IBGE 410490
Censo Demográfico IBGE
Ano Masc Fem Total % Var.
1996 29329 29316 58645  
2007     65363 11,45 %
2010        
Castro é a primeira cidade verdadeiramente paranaense, a fundação do município ocorreu em 1778.Castro é conhecida também, como "Cidade Mãe", porque foi a primeira cidade fundada no estado do Paraná, quando este emancipou-se de São Paulo.

Foi caminho obrigatório para os Tropeiros que iam de Viamão até Sorocaba, tendo forte origem no tropeirismo. Possui o primeiro Museu do Tropeiro do Brasil, fundado na gestão do Prefeito Dr. Lauro Lopes.

É banhada pelas águas calmas do Rio Iapó (rio que alaga na língua tupi-guarani). Tais águas criaram uma lenda popular que mesmo nos dias atuais ainda é usada: de que quem beber da água do Rio Iapó sempre acabará por retornar à cidade.

Castro também já foi conhecida por muitos por "sapolândia" por sua grande concentração de sapos em outros tempos.

Típica cidade interiorana, onde o povo ainda mantém algumas tradições.

História

O município tem sua história no tropeirismo. Era ponto obrigatório da passagem das tropas de Viamão, no Rio Grande do Sul, a Sorocaba, em São Paulo. Os tropeiros pernoitavam às margens do rio Iapó, dando origem à primeira denominação do local, Pouso do Iapó. Em 1774, foi elevado à categoria de Freguesia, com a denominação de Freguesia Nova de Sant’Ana do Iapó. Em 1789 tornou-se Vila Nova de Castro, em homenagem a Martinho de Mello e Castro, então Secretário dos Negócios Ultramarinos de Portugal.

Com o progresso acelerado, ocorreu a instalação da Comarca, em 1854, não tardando a se tornar Cidade de Castro, no ano de 1857, graças ao empenho do Padre Damaso José Correia junto à Presidência da Província.


Geografia

Sua área é de aproximadamente 2.531,503 km², representando 1.2701 % do estado, 0.4492 % da região e 0.0298 % de todo o território brasileiro. Situa-se no Segundo Planalto, estando a 988 m acima do nível do mar. O clima é subtropical úmido com ocorrência de geadas e ocasionalmente neve. A temperatura média no verão é de 19,9°C e 12,4°C no inverno. A distância da capital é de 159 km. Sua população estimada em 2005 era de 68.574 habitantes.

Economia

A atividade agropecuária é bastante expressiva no município, com plantação de soja, milho, feijão, arroz, cenoura, batata, entre outras e possuindo milhares de propriedades rurais, que se dedicam à criação de gado leiteiro, suínos e aves. A bacia leiteira da região é considerada a principal do Brasil em produtividade e qualidade genética com capacidade aproximada de 400.000 litros/dia.

A Sociedade Cooperativa Castrolanda Ltda, mantém um rebanho de gado Holandês PO e PC com alto padrão genético, além da produção e comercialização de grãos e sementes, sendo que esta Cooperativa, juntamente com a CAPAL - Cooperativa Agropecuária Arapoti Ltda e a Cooperativa Agropecuária Batavo Ltda de Carambeí, fornecem matéria-prima para a Cooperativa Central de Laticínios do Paraná industrializar os produtos Batavo conhecidos internacionalmente.

Castro também se sobressai na exploração mineral, com a extração de calcário e talco e na indústria gráfica, moveleira, alimentícia, de pincéis e fósforos.

Principais atrações

Igreja Matriz Nossa Senhora Sant’Ana

A primitiva capela, de barro socado foi construída por escravos em 1704, em honra a Sant’Ana. Em 1769 foi realizada a primeira missa, tendo neste ano sofrido uma reforma. O primeiro pároco, Frei de Santa Teresa de Jesus, chegou dois anos mais tarde em 1771. Passou por diversas outras reformas, sendo que no ano de 1876 foi totalmente concluída, tomando seu aspecto atual. Um ano depois foi construída uma das torres e a segunda, anos mais tarde, no período entre 1945 - 1960. Localiza-se na Praça Getúlio Vargas. A construção da Igreja Matriz de Castro, iniciou-se no ano de 1960 sendo o construtor Domiciano de Oliveira, que ao construí-la cometeu um erro, esqueceu-se de inserir ao lado da segunda torre(construída posteriormente) quatro pilares. Anos mais tarde, Domiciano de Oliveira vinha junto a órgãos competentes requerer a reconstrução da segunda torre, o que não foi permitido, devido isso agora se tornar um marco na história de Castro.

Museu do Tropeiro

Criado pelas leis 13/75 e 71/76, a casa onde foi instalado o museu foi construída no século XVIII pela família Carneiro Lobo. Sua construção é de estuque, de fiel estilo. Pertenceu ao Padre Damaso, que a comprou de Francisco de Deos Martins e sua mulher Victoriana Alves de Nunciação. Em 1912, foi novamente vendida à Balbina Marques Ribas, que deixou por herança a cinco herdeiros. Em 1975, o imóvel pertencia à Leonilda Madureira e foi adquirido, por compra, pela Prefeitura sendo submetido a restauração mediante orientação do Serviço do Patrimônio Histórico do Estado. Seu acervo conta com aproximadamente 400 peças. Além de retratar a vida do tropeiro, apresenta documentos e objetos históricos, peças sacras, aferições e artesanato. Está localizado na Praça Dr. Getúlio Vargas.

Colônia de Castrolanda

O crescimento da Cooperativa Batavo em Carambeí, possibilitou a vinda de novos colonos para o Paraná, sendo que em 1951, desembarcou no Rio de Janeiro um outro grupo de famílias holandesas. Castro foi o município escolhido e em 5000 ha, às margens do rio Iapó, foi fundada a Colônia de Castrolanda, onde os imigrantes construíram estradas, casas além dos estábulos para os reprodutores bovinos de produção leiteira, o que deu início à Cooperativa Castrolanda, que se desenvolveu apesar de todos os problemas de doenças, falta de assistência e dificuldades para adaptação dos imigrantes ao clima.

Para perpetuar as tradições e reviver a história, a comunidade criou em 1953 o Grupo Folclórico Holandês de Castrolanda, integrado por jovens descendentes, além do Museu dos Imigrantes, criado em novembro de 1991, uma réplica das primeiras residências construídas pelos pioneiros da região, deixada transparecer através dos móveis e objetos doados pelas famílias de Castrolanda, para mostrar este pedaço do Paraná holandês.

No local também são expostos e comercializados artesanato e souvenirs da colônia e da Holanda.

Em Castrolanda situa-se um dos maiores moinhos de vento do mundo: inaugurado em 30 de novembro de 2001, De Immigrant (O Imigrante) é um grande monumento de 26 metros de envergadura, possui duas mós conseguindo produzir até 3.000 kg de farinha de trigo, e mecanismos, engrenagens, pinos e encaixes feitos quase que totalmente em madeira. O projeto é assinado e executado pelo holandês Jan Heijdra, especialista em de moinhos de vento, como uma homenagem aos imigrantes holandeses da década de 50 que colonizaram a região. O moinho é acionado pelo moleiro Rafael Rabbers - único operador de moinho de vento diplomado do Brasil -, que trabalhou na construção e posteriormente foi treinado para operá-lo. De Immigrant funciona perfeitamente e pode ser visitado por dentro até a cúpula. Além do moinho, a construção abriga salão de eventos, museu, restaurante, biblioteca e loja de artesanato.

Casa da Cultura Emilia Erichsen

Neste edifício em 1862 foi fundado o primeiro jardim de infância do Brasil por Dona Emilia Erichsen. O prédio foi vendido em 1 de agosto de 1905 à Carlos Betenheuser, e posteriormente, em 20 de julho de 1982 foi adquirido para desmembramento e instalações do Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná, comprado pelo Banco Itaú). Em 16 de agosto de 1982, parte do prédio foi doada ao município, funcionando hoje como a Casa da Cultura. Localiza-se na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva.

Morro do Cristo

Situa-se num dos pontos mais altos de Castro, e pode ser avistado de todos os lados da cidade e arredores. Sobre ele está uma estátua do Cristo Redentor e um pequeno parque de diversões. Localizado na Rua Coronel Olegário de Macedo.

Rio Iapó

Corta o perímetro urbano e permite a navegabilidade de canoas e lanchas de pequeno porte. Seu leito é sinuoso e bastante piscoso. Encontra-se a 18 km do centro e, nele está a queda do Pulo.

Fonte: wikipedia

Ver o mapa e satélite da cidade de Castro, em tela cheia ...

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Bairros

Bairros da cidadeCep inicialCep final
Água Suja 84.165-140 84.165-695
Bom Sucesso 84.165-700 84.165-720
Cantagalo 84.178-260 84.178-689
Castroville 84.178-330 84.178-675
Centro 84.165-000 84.172-300
Invernada do Matadouro 84.174-060 84.174-450
Jardim Bela Vista 84.165-360 84.165-430
Jardim Colonial 84.178-090 84.178-599
Jardim das Araucárias 84.172-485 84.174-649
Jardim das Nações 84.172-120 84.172-320
Jardim Dona Helena 84.178-070 84.178-620
Jardim dos Bancários 84.172-000 84.172-370
Jardim Samambaia 84.182-070 84.182-110
Jardim São Francisco 84.174-030 84.174-040
Jardim Social Arapongas 84.174-110 84.174-480
Jardim Social Primavera 84.172-600 84.174-370
Jardim Termas Riviera 84.182-000 84.182-060
Loteamento Jardim Pandorf 84.182-120 84.182-199
Morada do Sol 84.172-150 84.172-250
Núcleo Habit. Padre Piva 84.178-000 84.178-530
Vila do Rosário 84.168-060 84.168-125
Vila Farias 84.178-040 84.178-320
Vila Frei Mathias 84.165-320 84.165-350
Vila Rio Branco 84.172-010 84.172-570
Vila Santa Cruz 84.168-000 84.168-269