Município de Ubá, estado de Minas Gerais (MG)

A cidade é sede uma das principais feiras de móveis do país: a FEMUR, além de contar com um dos mais organizados "Arranjos Produtivos Locais" do segmento moveleiro



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Maior quantidade de quadros sobre ditos populares
Município Ubá
Unidade federativa MG  (11 )
DDD 32
Estado Minas Gerais
Cep Inicial 36.500-000
Cep Final 36.500-000
Latitude -21,1100
Longitude -42,9300
Altitude 338
Area KM² 408,8
Codigo Correios 4043
Codigo IBGE 316990
Censo Demográfico IBGE
Ano Masc Fem Total % Var.
1996 38239 38920 77159  
2007     94228 22,12 %
2010        
Ubá é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Geografia

Com uma população de cerca de 120 mil habitantes, o município apresenta relevo ondulado e montanhoso, e está fincado dentro de um vale, o que fez a sua área urbana crescer nas direções oeste/noroeste para as direções leste/sudeste. Com altitudes que variam entre 295 a 875 metros, seu clima tropical apresenta chuvas durante o verão e temperaturas médias anuais entre 22°C e 37°C, considerada a cidade mais quente da zona da mata mineira. Como um dos principais municípios de Minas Gerais, é hoje o segundo mais importante município da zona da mata mineira, mesmo ocorrendo farsas em relação aos dados divulgados pelo IBGE envolvendo a política local, além de ser o segundo centro industrial da zona da mata, depois de Juiz de Fora.

A maior parte do município encontra-se inserida na bacia do rio Paraíba do Sul e uma pequena porção na bacia do Rio Doce. A sede municipal dista por rodovia 290 km da capital Belo Horizonte, 290 km da cidade do Rio de Janeiro e 580 km da cidade de São Paulo. (ALMG)

Economia e infra-estrutura

Boa parte do PIB de Ubá é representada pelo setor de serviços, mas a indústria desempenha o papel mais importante na economia do município, principalmente na fabricação de móveis e nas indústrias de confecções. A cidade é hoje o maior pólo moveleiro do estado de Minas, além de figurar como o terceiro do país, e, recentemente se firmou como pólo de confecção regional. A cidade sedia uma das principais feiras de móveis do país: a FEMUR, além de contar com um dos mais organizados "Arranjos Produtivos Locais" (APL's)do segmento moveleiro. Possui, ainda, APL's nos setores de confecções, turístico e fruticultura. Na agropecuária destacam-se a produção de cana-de-açúcar e a criação de galináceos. (ALMG)

As principais rodovias que cortam o município são a BR-265 e a MG-447. A cidade também conta com um aeroporto, em processo de expansão, além de ser um centro universitário em crescimento. Dentre as instituições superiores que se encontram na cidade, se destaca o segundo campus da UNIPAC (Universidade Presidente Antônio Carlos),o campus da UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais) e a Faculdade Ubaense "Ozanam Coelho" (FAGOC).

História

A Colonização da Bacia do Rio Pomba

É paradoxal, mas não se tem notícias da existência de tribos indígenas vivendo nesta região decorridos 100 anos do descobrimento do Brasil. Histórias mais vivas, todavia, levam-nos a acreditar que, no final do século XVII, Capuchinhos Franceses ocupavam nove missões indígenas nos distritos dos índios Coroados, Coropós e Puris, dispostas desde a Serra do Geraldo até o Porto dos Diamantes. Os Capuchinhos, porém, foram expulsos do Brasil em 1617.

Versões diversas dizem que os jesuítas, a partir daquela data, tomaram para si tais missões e prosseguiram, com métodos mais brandos e suaves, à catequização dos Silvícolas. É quase forçoso apreender tal variante ou mesmo seguir a narrativa "sinuosa" de que os Tamoios, imensa e poderosa família indígena, predominante em parte do Litoral Brasileiro, perseguindo sistematicamente outras tribos nativas, fizeram-nas debandar a esta parte.

As várias tentativas dos portugueses na colonização dos Coroados, Coropós, Puris e Botocudos, habitantes das matas da região, terminavam sempre em sangrentas batalhas entre os verdadeiros donos da terra e os invasores brancos. Nos confrontos, utilizando flechas e machados contra armas de fogo, os índios eram gradativamente massacrados ou tornados prisioneiros para o trabalho escravo, principalmente em se tratando de jovens e mulheres.

As fortes pressões internacionais contra o genocídio convenceram o Rei de Portugal a determinar que o Governador Luís Diogo Lobo da Silva organizasse uma expedição na tentativa da aproximação amistosa com os índios. Dessa tarefa difícil participaria aquele que conhecia as trilhas das matas, os costumes indígenas, e tinha familiariedade com eles: Capitão Francisco Pires de Farinho, que seria um guia especial com função de comando. O desafio maior, porém, caberia a um vigário formado no Seminário de Mariana em 1757, padre Manoel de Jesus Maria, filho de um português com uma escrava índia, sua função seria catequizar os silvícolas.

A expedição de aldeamento chegou às margens do Rio Pomba em 25 de dezembro de 1767 e fixou-se no local onde seria erguida a igreja dedicada ao mártir São Manoel. Entre os anos de 1780 a 1790, padre Manoel chegou ao Rio Ubá, onde viviam os índios Coroados, que usavam uma espécie de gramínea, a cana U-Uva, para fazer suas flechas. Por evolução lingüistica, U-Uva tornou-se Ubá. Nestas imediações Padre Manoel construiu uma capela que, mais tarde, após reconstruída por Antônio Januário Carneiro da Silva, recebeu o nome de São Januário, porque era o santo do dia do seu nascimento, acontecido em 19 de setembro de 1879.

Uma caminhada na história

O povoado surgiu na antiga Rua de Trás, hoje denominada Rua Santa Cruz, em 3 de novembro de 1.815; em 7 de setembro de 1841, recebeu a denominação de "Capela de São Januário de Ubá". A Lei Provincial nº 854, de 17 de junho de 1853, tornou-a "Vila de São Januário de Ubá". A Lei nº 806, de 3 de julho de 1857, deu-lhe a categoria de cidade, com a atual denominação: UBÁ.

A Comarca de Ubá foi criada pela Lei Provincial nº 11, de novembro de 1892. Instalada am 23 de março de 1892.

Ubá, origem do nome

No idioma Tupi-Guarani, "ubá" traduze-se por "canoa" construida inteiramente de um só lenho ou de uma casca inteiriça de árvore.

Planta herbácea, com que se fazem balaios, gaiolas e objetos similares. Espécie de gramínea; candiubá.

Vegetal, hoje em extinção, inteiramente desconhecido dos jovens ubaenses, mas esplendorosamente "abundante", outrora, às margens do Ribeirão que corta a cidade: espraiava-se desde Miragáia até juntar-se ao Rio Chopotó, que banha a vizinha e hospitaleira sede do município de Guidoval, à época, denominada Arraial do Sant'Ana do Sapé.

Capela de São Januário

Antônio Januário Carneiro da Silva nasceu em Presidente Bernardes. Seguindo os impulsos de sua época, dedicou-se ao comércio. Comprando e vendendo produtos agrícolas da região conseguiu estabelecer-se como abastato proprietário rural sendo sua a iniciativa de doar terras para fundar o povoado que seria mais tarde a cidade de Ubá. Por mais uma inciativa de Antonio Januário Carneiro foi oficializada em 3 de novembro de 1815 fato este intermediado por Guido Marlière. Em sua Fazenda Boa Vista, hoje Fazenda Boa Esperança, Antônio Januário montou toda a infra-estrutura necessária à construção da capela de São Januário, trazendo operários especializados de Presidente Bernardes e Piranga. Antes da construção da Capela, os operários construiram suas próprias casas próximas ao local onde a igreja seria construída. Essas casas foram construídas onde hoje situa-se a Rua Santa Cruz, antigamente chamada de Rua de Trás, por estar situada atrás da igreja. Antônio Januário Carneiro morreu antes de terminar a construção da igreja que foi terminada tempos depois por seu filho Antônio Januário Carneiro Filho

Lembranças

A cidade completou 150 anos em 2007.
O compositor Ary Barroso, criador da Aquarela do Brasil, nasceu em Ubá.
Lá se foram as matas verdejantes que circundavam e compunham as cabeceiras da cidade.
O rio Ubá se nunca foi caldaloso, mostrava suas águas com aspecto saudável, reflentindo vida, tão diferente dos dias de hoje.
Por onde andam seus pássaros que musicavam os quintais, sobressaindo os chapinhas de canto canoro enfeitando as árvores?
Rua São José, palco de saudosas batalhas de confete, promovidas pelo Bazar Renê sob a orientação de Luis Manhães.
Jardim de São Januário, onde as moças circulavam no sentido oposto aos dos moços, trocando olhares, primeiro caminho para futuras paixões.
As retretas da 22 de Maio, protegida dentro do coreto sob a batuta do Major Sollero. Praça Guido do Cinema Brasil, onde ficava o mais tradicional bar da região: Bar do Ponto.
O incessante desfile das moças pela calçada num vai-e-vem entusiasmado com a presença dos rapazes conversando de pé na calçada.
O Grande Hotel, sempre com um intenso movimento, colocava para o lado de fora suas cadeiras de vime, ocupadas pelos viajantes que adoravam fazer ponto em Ubá.
A plataforma da estação da Leopoldina, onde abriam-se sorrisos de alegria pela chegada e lágrimas melancólicas pela partida.
Avenida Raul Soares do Campo do Aymorés, Clube do coração dos ubaenses e respeitado em toda região. Abrigo da residência do saudoso Senador Levindo Coelho, onde a cada 13 de outubro se concentrava o povo de Ubá para saudar o seu líder político.
Antigo Clube recreativo, hoje Ubá Tênis Clube, de festas memoráveis e de seus brilhantes carnavais.
A Praça de Esportes, berço da natação e do balé aquático que, com brilhantismo, levou o nome de Ubá para toda Minas Gerais.
Ubá, a cidade carinho, da manga gostosa e das moças bonitas.
Ubá, terra que nos consola e nos enche de orgulho pelo seu bendito passado, vibrante presente e espelho de um maravilhoso futuro.
A cidade tem várias lideranças, se destacando no cenário político mineiro.

Site da Prefeitura: http://www.uba.mg.gov.br/

Fonte: Wikipédia

Ver o mapa e satélite da cidade de Ubá, em tela cheia ...

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